Aprendizado eterno

Ao iniciar esse blog a nossa intenção era informar as pessoas sobre a doença de Alzheimer, mostrar opiniões, tratamentos, prevenções e desafios enfrentados pelos portadores da doença junto a sua família, médico, cuidador e associações como a ONG ABRAz.

Agora vemos muito além, vemos o que essa doença realmente provoca na vida de uma pessoa. O sofrimento que essa enfermidade causa, vemos pessoas que perderam suas habilidades, suas capacidades de memorização, pessoas que deixaram de ser quem são e passaram a ter sua personalidade drasticamente modificada.

Esses tipos de mudanças causam muito mais do que simples alterações no modo de vida de um portador. Essas pessoas e suas famílias sentem um desgosto pela vida, passam a pensar que não existe esperança quando se tem ou convive com a doença de Alzheimer.

Porém também vimos as pessoas que estão lutando, que não desistiram da vida, não desistiram dos seus familiares, e que com muito amor conseguem enfrentar a doença sem tantas mágoas.

Aqueles que por vezes passam a viver no mundo da mãe, pai, avó ou avô portador da doença, como se fosse um encontro de mundos diferentes. Mas que no final dão um jeito de sorrir e sentir a sensação de que mesmo com o Alzheimer podem viver momentos felizes.

Enfim, aprendemos muito em cada texto que escrevemos, em cada pesquisa que fizemos para realizar nosso blog. Cada um que escreveu aqui deixou sua marca, seu texto, suas experiências ao escrever e pesquisar sobre a doença.

Ganhamos algo muito valoroso em troca: a vontade de ficar mais perto de nossos familiares, aproveitar mais os momentos com nossos entes queridos. Aprendemos a importância que tem se desde cedo levarmos uma vida mais saudável.

Levaremos desse trabalho o aprendizado de que não adianta a imobilidade quando temos um problema pela frente, temos que buscar um otimismo saudável e alegre dentro de nós para encontrarmos caminhos menos sofridos, dolorosos.

Como disse Cecília Meirelles: “Nem tudo é fácil na vida, mas, com certeza, nada é impossível”. Acredite, tenha fé, lute e o mais importante viva a vida, independente de tudo.

Agradecemos aos professores Maurício Antonio A. Gasparotto,  Roberto Joaquim de Oliveira, e a todos que estiveram nos acompanhando em todo processo do blog. Esperamos ter passado informações prestativas e benéficas a todos. E ter deixado a sensação e certeza de que VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ.

 
Fontes:


Aline Nascimento Silva
Carolina Carecho de Andrade
Elise Caetano Garcia
Flávia Regina Ferreira Geraldo
Larissa Mafuz Cabral
Tarsila Vasconcelos Lima
Tatiana Torzillo Guerra
Vinicius Moreira Ferreira
Vivian Cristina Göltl



Escrito por Elise Caetano Garcia às 22h11
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O poder da ciência e o da fé

A ciência não pára para descansar e está sempre pesquisando curas, novos tratamentos e procedimentos para as doenças e os problemas da sociedade.

Com a doença de Alzheimer não é diferente. Recentemente foi publicado um novo estudo pelo jornal "Neurology", feito por cientistas italianos que comprova que aqueles que sofrem menos estímulos intelectuais têm maior tendência à perda de memória. Por isso, escolher ir para a universidade ao invés de fazer uma trabalho que não exige esforço pode prevenir a doença, porque os genes envolvidos no alcance de uma carreira de sucesso ajudam o cérebro a se proteger.

Outro estudo realizado a pouco foi o da vacina contra o Alzheimer. O estudo foi feito pela Oklahoma Medical Research Foundation (OMRF) e mostrou que a imunização pode ser um novo caminho para prevenir a doença. Foram usados ratos na experiência que mostraram 35% menos placas senis do que os não imunizados e melhor desempenho em testes.

Com essas boas notícias, devemos acreditar no poder da ciência para nos ajudar a acabar com esse mal. Mas também não podemos esquecer de tudo que já foi falado aqui, e que a família e os amigos podem ajudar e muito para o não progresso da doença. Afinal, maior que o poder da ciência é o poder da fé e de acreditar que tudo pode melhorar e que podemos sim ser felizes com ou sem a doença.

Deixo aqui também um teste que achei durante a pesquisa sobre o reconhecimento da doença. É bem interessante e eficiente.

Site minha vida

Fontes:

Site de Sidney Rezende



Escrito por Tarsila Vasconcelos Lima às 01h43
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A colaboração da ABRAz

 

 

 

A Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) contribui há 18 anos para a transmissão de informações sobre o diagnóstico e tratamento da doença de Alzheimer. Dessa forma, a organização permite que tanto o doente como os que estão ao seu redor tenham uma boa qualidade de vida.

 

A ONG desenvolve diversos projetos destinados aos mais variados grupos que se relacionam com o portador do Alzheimer, como os cuidadores, médicos e familiares. Dentre os projetos pode-se destacar:

 

- Fale Conosco: trata-se de um atendimento telefônico gratuito e de abrangência nacional onde qualquer pessoa pode buscar orientações e informações sobre a doença. (0800551906).

- Livro "Você não está sozinho": contém dicas de profissionais que lidam com o Alzheimer sobre os cuidados com o demente.

- Cartilha do Vovô: literatura feita para crianças e adolescentes para  terem uma melhor compreensão sobre  a doença.

- Jornadas de Atualização Científica: feitas duas vezes por semestre com o intuito de aprimorar os profissionais da área de sáude que lidam com o portador de Alzheimer.

 

Essas são algumas das atividades que a organização oferece e que contribuem para o bem-estar do doente. É com empenho e solidariedade que conseguimos melhorar a vida das pessoas que necessitam da ajuda dos outros para viver, como os dementes. Por isso, conscientize-se e contribua!

 

Seja um voluntário (0800 55 1906) e ajude a ABRAz a melhorar a vida dos portadores de Alzheimer.

 

Fonte:

Associação Brasileira de Alzheimer



Escrito por Tatiana Torzillo Guerra às 07h31
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Estudos afirmam que vitamina E pode prolongar a vida do paciente de Alzheimer

Estudo feito nos Estados Unidos afirma que a vitamina E pode impedir a manifestação do Mal de Alzheimer em seres humanos.O estudo foi realizado pelo Centro Médico Saint Luke.

A coordenadora da pesquisa, Martha Clare Morris explicou que "das 815 pessoas avaliadas, 131 desenvolveram a doença nesses quatro anos. [...]percebemos que no grupo de pessoas que ingeria mais vitamina E (em alimentos e comprimidos) a incidência da doença era 67% menor".

A vitamina é encontrada em alimentos como alface, ervilha, mel e cereais, sendo um importante e poderoso anti-oxidante, substância que combate os radicais-livres.

Radicais-livres são espécies de toxinas celulares, que estão ligadas à manifestação de doenças como o envelhecimento celular.

"A vitamina E funcionaria como um mecanismo de limpeza do organismo. O Mal de Alzheimer seria apenas uma doença evitada pela vitamina", diz a médica.

Segundo o estudo, a melhor opção é tomar a vitamina junto do medicamento. O uso deles apontou melhores resultados do que tomar o suplemento ou o remédio sozinhos.

Entretanto a cientista lembra que antes dos pacientes começarem a ingerir a vitamina, é preciso consultar um médico pois outros estudos não asseguram o uso de doses altas da vitamina.

Fontes:

BBC Brasil

Agência FAPESP

Site Enfermagem Virtual

Site Globo.com



Escrito por Aline Nascimento Silva às 16h14
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Ajuda ao cuidador

Não é só a pessoa com demência de Alzheimer que precisa de cuidados, o seu cuidador também.

O cuidador normalmente é uma pessoa da família que teve a vida transformada com a descoberta da doença, tentando tornar a vida do portador a melhor possível, porem consumindo todo o seu tempo.

O cuidador conhecendo a pessoa e vendo seus comportamentos conhecidos sendo substituídos por outros acaba assustando, a mudança desperta um sentimento de dor, de perda.

Então o cuidador reserva todo o seu tempo para o familiar doente e esquece-se da sua vida, das suas necessidades, são consumidos pelo cansaço e morrem precocemente.

O cuidador é responsável pela qualidade de vida de seu familiar, porém se não preservar a sua não terá como garantir a do outro.

Um dos primeiros passos seria que o cuidador que não soubesse sobre a doença de Alzheimer ir se informar, porque se há dúvidas elas acabam gerando ansiedade, angustia, aumentando o desconforto no convívio com a doença. Outra medida seria buscar um apoio psicológico que ajude o cuidador a lidar com a doença, dando apoio, além de também ter a oportunidade de procurar os Grupos de Apoio ao Cuidador que oferece toda a assistência necessária.

"Cuidar de uma pessoa doente é uma arte que deve ser aprendida, porque ninguém nasce sabendo. A educação do cuidador para saber se cuidar, passa a ser o desafio a ser vencido" (Clara Nakagawa).

Fontes:

Livro: Você não está sozinho

ABRAz



Escrito por Vivian Cristina Göltl às 12h52
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Alois Alzheimer (1864-1915)

Alois Alzheimer nasceu no dia 14 de junho de 1864. Filho de Eduard Alzheimer e Theresia, um casal humilde do interior da Bavária. Estudou medicina em Berlim, Alemanha. Especializou-se em neuropatologia e, em Heildelberg e em Munique, trouxe diversas propostas e teorias sobre demência como sendo uma entidade médica e não uma finalidade comum a todos os seres humanos.

Em 1887, ele apresentou sua tese doutoral sobre "As Glândulas Ceruminais".

Em dezembro de 1888, Alois foi nomeado como médico residente no Sanatório Municipal para Dementes e Epiléticos, na cidade de Frankfurt, mas logo foi promovido a médico sênior.

O termo "Mal de Alzheimer" surgiu em 1901, quando começou a acompanhar o caso da Sra. August D. Durante o 37º Congresso do Sudoeste da Alemanha de Psiquiatria, na cidade de Tubingem, Dr. Alzheimer fez sua palestra, com o título "Sobre uma enfermidade especifica do córtex cerebral".

Nessa apresentação ele relata o caso de sua paciente e o define como uma patologia neurológica, não reconhecida, que cursa com demência, destacando os sintomas déficit de memória e também alterações de comportamento e incapacidade para fazer atividades físicas.

Mais tarde, Alois relatou os achados de anatomia patológica desta doença, que seriam as placas senis e os novelos neurofibrilares.

Na edição de 1910 do "Manual de Psiquiatria", o Dr. Emil Kraepelin descreveu sobre as pesquisas do Dr. Alois Alzheimer, evidenciando esta patologia com o seu nome, sem saber a importância que isso teria no futuro.

Alois Alzheimer faleceu no dia 19 de dezembro de 1915 de insuficiência cardíaca e falência renal, na cidade de Breslau, Alemanha.

 

Fonte:

Site Unificado



Escrito por Larissa Mafuz Cabral às 18h04
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A volta do Dimebon

Estudos feito pela Medivation, empresa americana de biotecnologia, mostram que a fórmula russa é a nova esperança no combate ao avanço do Alzheimer. O antialérgico, que deixou o mercado nos anos 90 por forte concorrência dos medicamentos mais modernos, poderá voltar as prateleiras em breve com a união da Pfizer e Medivation.

O Neurologista Renato Anghinah da Faculdade de Medicina de São Paulo diz: "Se esses benefícios forem comprovados, o Dimebon será a primeira droga a agir diretamente nas causas da doença, e não só nos sintomas".

Em pacientes iniciais da doença a medicação teve uma diferença de dez pontos, após 18 meses, em relação aos que tomaram os outros placebos, medicação utilizada hoje para o combate dos sintomas do Alzheimer.

A expectativa é grande em torno deste remédio , pois os outros medicamentos conseguem impedir o agravamento em um ano, enquanto o Dimebon conseguiu segurar por 18 meses esse avanço, já que além de atuar na parte da memória do cérebro, como os outros, atua também nas causas da doença.

A medicação ainda não foi autorizada por falta de evidências suficientes, porém o esperado é que o Dimebon volte ao mercado o mais rápido possível.

Fonte:

Revista Época, página 78, 3 de novembro de 2008



Escrito por Vinicius Moreira Ferreira às 15h28
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Pesquisadores descobrem mais um benefício do suco de frutas

 

 

Pesquisadores americanos e japoneses da Fundação para Pesquisa de Alzheimer descobriram que ingerir sucos de frutas e vegetais constantemente pode reduzir em até 76% o risco de contrair a Doença de Alzheimer, segundo estudo publicado no American Journal of Medicine.

Durante dez anos cerca de duas mil pessoas foram monitoradas, e aquelas que ingeriram sucos de frutas pelo menos três vezes por semana, apresentaram uma diminuição na chance de desenvolver a doença.

Este estudo reforça o ponto de que substâncias antioxidantes encontradas nos vegetais e nas frutas – os chamados polifenóis – evitam a acumulação, de proteínas que estão ligadas a Doença de Alzheimer.

No mundo todo atualmente, existe cerca de 17 e 25 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer, ou seja, 70% do conjunto das doenças que afetam a população geriátrica.
A Doença de Alzheimer esta entre a terceira causa de morte em países desenvolvidos, perdendo posição apenas para doenças cardiovasculares e para o câncer. Nos Estados Unidos os pacientes que sofrem com esta doença já somam quatro milhões. Aqui no Brasil não se tem dados precisos, porém, estima-se que o Alzheimer atinge cerca de meio milhão de idosos.

Fonte:

Saúde em Movimento



Escrito por Carolina Carecho de Andrade às 17h17
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Lúcia Ferreira Geraldo

O Alzheimer chega de mansinho, mas no caso de Lúcia não foi tão devagar dessa jeito. Ela que já estava deprimida por culpa de falecimentos na família e outros problemas pessoais, não deixou perceberem que a causa por errar o prato na hora de servir a comida, errar a receita, esquecer o que já tinha ou não feito, poderia ser algo além da depressão.

Aos poucos todos foram notando que a cada dia ela perdia alguma coisa fundamental. Primeiro foi a perda da fala, depois não reconhecia mais os familiares e amigos, com o tempo parou de engolir e, com isso, precisou de sonda para se alimentar. Em três meses ela não falava, não andava, não comia e respirava com a ajuda de aparelhos especiais.

Ficou internada um período, porém foi pedido para que a retirassem do hospital, pois nada mais podia ser feito. A família então sofreu muito, pois ela precisava de cuidados especiais 24 horas, preferencialmente de uma enfermeira. A decisão foi de uma casa de repouso para idosos, onde ela foi muito bem tratada. Foi uma época difícil para toda a família, principalmente para seu parceiro, que a visitava todos os dias, mesmo ela estando em estado vegetativo.

Após 2 meses ela faleceu. Apesar da tristeza foi considerado um alívio, pois ela já não tinha mais uma vida ativa e com isso o sofrimento dos familiares era muito grande. Lúcia Ferreira Geraldo é minha avó que faleceu há cinco anos de Alzheimer. Contudo, o que ficou marcado na minha mente, não foi sua imagem deitada numa cama com os aparelhos em volta, e sim o gosto do seu feijão, seus cabelos brancos enrolados e seu abraço. Aproveitar o presente é o melhor remédio para qualquer doença.

 

Fontes:

Antonio Geraldo- Marido

Regis Ferreira Gerald- Filho

Roberta Silva Geraldo- Nora



Escrito por Flávia Regina Ferreira Geraldo às 17h45
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Há muito por fazer

 

O aumento da expectativa de vida é uma das maiores conquistas de toda humanidade, porém devemos lembrar que não é apenas a vida que se prolonga com essa nova perspectiva, mas também os desafios de toda sociedade das próximas décadas em relação a tentar estender ao máximo o envelhecimento saudável da população e o bem-estar dos idosos.

 

Devido ao considerável crescimento da população idosa no Brasil e no mundo, as doenças próprias da velhice, como a doença de Alzheimer, aparecem com uma constância cada vez maior.

 

Por isso há a preocupação e crescente demanda por serviços de saúde, públicos e privados, serviços especializados, com formação em recursos humanos baseada no cuidar gerontológico.

 

Porém, a maioria dos países não têm políticas, serviços e programas eficientes para atender os idosos e suas necessidades. A Organização Mundial de Saúde aponta que “a maneira pela qual as sociedades se organizam para cuidar dos idosos é uma indicação da importância que atribuem à dignidade do ser humano” (OMS, 2001).

 

Os sistemas de saúde ainda não se encontram estruturados para atender à demanda crescente deste segmento etário. Ainda falta convencer as autoridades do setor de saúde a criar espaços para esses idosos, implantar uma conscientização de toda sociedade sobre a doença e criar um cuidado mais humano em relação aos velhos doentes.

 

Enfim os gastos com o Alzheimer nos cofres públicos em todo mundo de US$ 315 bilhões, ainda não é suficiente para diminuir o sofrimento humano e aumentar o bem-estar do idoso portador de Alzheimer e de sua família.

 

Porém, não podemos esquecer que existe muitas iniciativas que estão trabalhando para dar assistência a esses idosos e seus familiares, associações como a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) é um grupo que dá suporte ao portador de Alzheimer.

 

Iniciativas assim devem ser vistas como incentivo à sociedade em querer também se unir, chamar a atenção do Governo e assim fazer a diferença. Ações assim nos ajuda a perceber que afinal nossa existência tem um significado.

 

 

 


Fontes:

 

Indústria Farmacêutica “Wyeth”

 

Alzheimer Portugal – Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer

Alzheimer Med

Associação Brasileira de Alzheimer




Escrito por Elise Caetano Garcia às 01h10
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Carta de Pernambuco

Preocupados com a qualidade de vida dos pacientes com Alzheimer, os participantes do VI Congresso Brasileiro de Mal de Alzheimer realizado em Recife em agosto deste ano redigiram um manifesto público dirigido às Autoridades Competentes, Gestores e a população em geral ao qual deram o nome de Carta de Pernambuco. Esse manifesto visa  melhorar o atendimento aos pacientes da Doença de Alzheimer, bem como minimizar a situação vivenciada pelos familiares para responder aos desafios inerentes ao cuidado e atendimento a essa demência.

Enxergando a expectativa de vida como uma das maiores conquistas da humanidade é natural que se observe que a transformação demográfica que isso ocasiona apresentará para toda a sociedade desafios que deverão ser enfrentados como forma de estender ao máximo o envelhecimento saudável.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não, meramente como ausência de doenças e ou sofrimentos. Atualmente, têm-se registrado, em todas as regiões do mundo, uma transição epidemiológica que consiste na diminuição das doenças infecciosas e parasitárias em favor das doenças e agravos não-transmissíveis, dentre elas, as demências.

Em virtude do que foi mencionado o documento aponta diretrizes e necessidades a serem priorizadas pelos responsáveis pela gestão da saúde. Dentre elas a primeira das considerações é que o valor da vida e a dignidade de qualquer pessoa em qualquer idade devem ser respeitados em sua plenitude.

O documento aponta ainda questões sobre o tratamento, pesquisas sobre a doença, ampliação ao acesso aos exames laboratoriais, criação de políticas de capacitação de cuidadores de pacientes com Alzheimer entre outras.

Está sendo realizada uma ampla campanha para colher assinaturas eletrônicas de apoio à carta de Pernambuco, que será entregue até o final do ano a todas as autoridades políticas e aos gestores de saúde de todo o Brasil, acerca das reinvidicações contidas e que é o anseio de todos os segmentos ligados às questões das demências.

A participação e apoio eletrônico é muito simples. Acesse o site www.cuidardeidosos.com.br e preencha o formulário de adesão. Eles pretendem chegar a cem mil assinaturas.

Sem dúvida participar de um movimento como esse é um exercício de cidadania.

Faça sua parte.



Escrito por Tarsila Vasconcelos Lima às 01h34
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Identificação no sangue e mapeamento da doença

 

 

 

 

 

A empresa farmacêutica americana Power3 realiza testes para que, em um futuro próximo, o Alzheimer possa ser identificado através de um simples exame de sangue. A doença seria descoberta no seu estágio inicial antes que houvesse a perda da memória e de lembranças importantes para o doente.

 

O diretor executivo do laboratório, Steve Rash, explica que o teste é baseado em uma análise de 59 proteínas presentes no soro sanguíneo que permite identificar com precisão a presença da demência no sangue do paciente.

 

Espera-se que o teste esteja disponível nos Estados Unidos até o final de 2008 e que chegue ao Brasil no início de 2009. Além de detectar o Alzheimer, o teste poderia identificar outros problemas que afetam a massa cinzenta do cérebro, como o Parkinson.

 

Outro estudo, realizado pelo laboratório Bayer, investe em exames de imagem molecular nos quais são utilizados marcadores capazes de atingirem a massa cinzenta depois de injetadas no corpo.

 

O diretor do Centro de Medicina Nuclear da Universidade de São Paulo, Carlos Alberto Buchpiguel, explica que os marcadores ligam-se às placas betaamilóides (características da doença) no cérebro. Após essa passagem, a pessoa é submetida a uma tomografia que dura entre cinco e dez minutos. Dessa forma, a máquina irá fotografar as áreas demarcadas pela substância e o médico terá um mapeamento do cérebro do doente com as áreas mais afetadas pelo Alzheimer.

 

Ambos os testes ainda estão em fase de pesquisa e experimentos, mas, se forem bem-sucedidos, contribuirão para o diagnóstico do Alzheimer de uma forma mais rápida e para um tratamento mais eficiente da demência.

 

Fonte:

 

Revista Saúde! É vital



Escrito por Tatiana Torzillo Guerra às 08h04
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Pesquisas dizem que vitamina Omega 6 pode desenvolver o Alzheimer

 

Foi descoberto em pesquisa sobre o Alzheimer que a vitamina Omega 6 pode prejudicar a função cerebral da memória.Os pesquisadores do Instituto para Doenças Neurológicas Gladstone, na Califórnia fizeram estudos com ratos e encontraram evidências de que a substância tenha destruído células do cérebro dos animais.

 

De acordo com Rene Sanches-Mejia, o cientista que liderou as pesquisas , houve um aumento do ácido araquidônico, no hipocampo, onde fica "armazenada" a memória.

 

A ingestão desse ácido, que  pode prejudicar a memória, é encontrada em alimentos como ovos, óleos vegetais e nozes.

 

A diretora executiva da ONG britânica Alzheimer's Research Truste, Rebecca Wood, afirmou que a pesquisa é muito importante, porém as pessoas não podem simplesmente excluir esses alimentos de seu dia-a-dia, pois são alimentos importantes e a pesquisa ainda está em estágio inicial.

 

Fontes:

 

Site Globo.Com

Grande Portal do Piauí

Site Terra

Jornal do Brasil Online

Correio do Brasil



Escrito por Aline Nascimento Silva às 10h21
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Interdição

Quando a pessoa faz 21 anos ela deve administrar sua vida, desde a abertura e manutenção de uma conta, venda de um bem móvel ou imóvel até uma compra à vista ou a crédito.

Porém uma pessoa que possui demência de Alzheimer fica debilitada para cuidar de si e de seus interesses. A lei reconhece essa impossibilidade e criou uma solução através da interdição do doente, ou seja, ele fica impedido e passa a ser representado por um "curador" que passa a ser responsável pelos atos da vida civil em nome do doente.

Para que isso aconteça deve-se abrir um processo perante o juiz competente e seguir as regras previstas na lei do Código de Defesa Civil.

O processo de interdição pode ser pedido, proposto por alguém que tenha interesse legítimo ou legitimidade, como pai, mãe, tutor, cônjuge que não esteja separado, algum parente próximo (tios, sobrinhos, etc) ou até mesmo o Promotor Público representando o Ministério Público, se as pessoas mencionadas anteriormente não existirem ou não requererem.

O prazo do processo de interdição é curto, depende da facilidade de comprovar os fatos perante o juiz. Em São Paulo, Capital, estima-se entre 3 a 6 meses e em cidades menores esse prazo poderá ser mais curto.

As despesas para um processo de interdição variam: as custas judiciais do Estado de São Paulo são da ordem de 1% sobre o valor que se atribui a causa e que pode ser simbólico, exemplo R$ 100,00; honorários do perito médico que são em torno de R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00 e os honorários do advogado que pode variar de R$ 1.000,00 a R$ 5.000,00. Além das custas processuais que são pouco significativas e pagas logo no começo.

É assim a interdição, uma proteção que a lei da as pessoas que estão impossibilitadas de cuidar de seus bens, diretos ou negócios.

Fontes:

Você não esta sozinho,

Processo de interdição por Antonio Luiz Sampaio



Escrito por Vivian Cristina Göltl às 00h09
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Doença de Alzheimer na escrita

 

Um estudo realizado por Peter Garrard da University College London - Institute of Cognitive Neuroscience constatou que a Doença de Alzheimer parece causar uma involução na capacidade semântica do doente. Porém, foi analisado que isto não ocorre tão forte com a capacidade sintáxica do texto.

Esse estudo foi realizado com a escritora britânica Íris Murdoch, que foi diagnosticada com a Doença de Alzheimer aos 76 anos. Foi utilizado um equipamento de alta tecnologia no qual foram comparados os textos de seus últimos três livros.

A máquina constatou não haver muitas diferenças sintáxicas, mas grandes diferenças de capacidade semântica e também que em seu ultimo livro, "Jackson dillema" publicado em 1995, quatro anos antes de sua morte, apresentava uma linguagem muito simples de uma criança de 13 anos, o que não era de seu feitio.

O estudo possibilitou mais uma forma de diagnóstico precoce da demência. Utilizando-se de diários, documentos e cartas de um possível candidato a doença, sua análise lingüística poderá ser muito útil para o tratamento.

Fonte:

Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer



Escrito por Vinicius Moreira Ferreira às 15h01
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